Trump discute acordo com Otan para controle dos EUA em áreas estratégicas da Groenlândia
Donald Trump está negociando com a Otan um acordo que pode transferir áreas estratégicas da Groenlândia para o controle dos Estados Unidos.
Segundo fontes citadas pelo New York Times, o pacto permitiria aos EUA construir bases militares nessas terras, seguindo exemplo similar ao do Reino Unido em Chipre. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, manifestou apoio à entrega dessas áreas aos Estados Unidos, ressaltando que essa medida poderia fortalecer a presença ocidental no Ártico e conter os avanços da Rússia e da China na região.
A negociação também envolve a revisão de um acordo militar vigente desde 1951, que autorizava a presença de bases americanas na Groenlândia desde a Guerra Fria. Com o novo entendimento, essa presença poderia se tornar permanente e ampliada, conforme informado por fontes da Otan.
Trump declarou que a estrutura do acordo será divulgada em breve e que as negociações estão avançadas, garantindo que os EUA obterão “tudo o que precisavam”.
O anúncio levou o presidente americano a suspender planos de nova cobrança de tarifas contra a União Europeia, previstas para aumentar em 10% os impostos sobre produtos europeus caso a Dinamarca não colaborasse na negociação referente à Groenlândia.
A Otan afirmou que o objetivo do acordo é evitar que Rússia e China ganhem influência militar ou econômica na Groenlândia e, consequentemente, no Ártico, área estratégica para rotas marítimas e defesa.
Entre os temas discutidos está o chamado Domo de Ouro, um projeto de escudo antimísseis que protege os EUA contra ataques vindos do Ártico. O controle americano sobre a Groenlândia facilitaria a instalação desta tecnologia.
Trump negou o uso da força na negociação e afirmou que prefere uma solução negociada com a Dinamarca e os demais países europeus, embora tenha cobrado maiores investimentos na defesa da ilha pelos dinamarqueses.
O presidente criticou a Dinamarca por não cumprir os investimentos prometidos na Groenlândia, afirmando que não percebe sinais da presença dinamarquesa na região.
As informações são baseadas em reportagens publicadas em 21/01/2026.
Créditos: UOL