Banheiros do Camelódromo da Cidade Alta estão quebrados e sem acessibilidade

O Camelódromo da Cidade Alta enfrenta problemas graves nos banheiros públicos, que apresentam condições insalubres, sujeira, deterioração e falhas estruturais. Essas condições comprometem tanto o funcionamento dos espaços quanto a rotina dos permissionários que ainda trabalham na área.
O banheiro masculino está fora de uso há mais de um mês. Portanto, o banheiro destinado originalmente a pessoas com deficiência passou a ser usado como banheiro masculino comum. Além disso, ambos os banheiros identificados para acessibilidade, feminino e masculino, estão quebrados.
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) informou em nota que já concluiu o levantamento dos danos nos banheiros do Camelódromo e pretende resolver o problema em até 15 dias. A pasta declarou que há um projeto de requalificação do espaço e que buscará financiamento para as melhorias, embora o orçamento do projeto ainda não esteja concluído.
A situação também prejudica a população de rua, que depende desses banheiros para suas necessidades básicas.
Os próprios permissionários sentem os efeitos dessa limitação. José Wilson, 43 anos, que utiliza cadeira de rodas, relata dificuldades para usar o banheiro, que está quebrado. Ele precisa ir até sua casa para usar o banheiro, o que gera desconforto. Segundo ele, a acessibilidade no local é praticamente inexistente, e usar o camelódromo exige muito cuidado. Desde que interditaram o banheiro acessível, ele não volta a usá-lo.
A insegurança levou os comerciantes a promoverem uma vaquinha para pagar vigias noturnos, visando diminuir a degradação dos boxes e banheiros. De acordo com o permissionário Lucindo Moreira, 50 anos, o local está precário e há cerca de um ano não há vigias pagos pela administração. Os comerciantes usam recursos próprios para custear o salário mínimo dos vigias.
Lucindo explica que os comerciantes se unem para pagar três vigias com um valor pouco acima do piso salarial, fazendo um esforço para manter a segurança, já que não recebem apoio público. Eles temem que, sem vigilância, o camelódromo seja arrombado e percam seus pertences.
Rodrigo Vasconcelos, presidente do Viva o Centro de Natal, destaca que o camelódromo necessita urgentemente de intervenção devido às condições precárias e risco de desabamento, que colocam em risco trabalhadores e frequentadores.
Ele sugere que uma solução inteligente seria transformar o camelódromo em um mercado público moderno, inspirado no modelo tradicional, com portas voltadas para a rua e integração com o Beco da Lama.
Para Rodrigo, é fundamental que o poder público atue com medidas que reativem esses espaços, proporcionando melhores condições de trabalho e incentivando a permanência dos comerciantes.
Créditos: Tribuna do Norte