Campanha amplia cadastro de doadores de medula óssea no RN

A probabilidade de um paciente encontrar um doador de medula óssea compatível fora da família é de uma em 100 mil. Para ampliar essa chance, a Arquidiocese de Natal, em parceria com o Hemonorte, realizou neste sábado (8) na Catedral Metropolitana o Dia D para o cadastro de doadores.
A mobilização visa aumentar o número de voluntários no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e facilitar a busca por um doador para o monsenhor Robério Camilo da Silva, pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro de Mãe Luíza, além de ajudar outros pacientes que precisam do transplante.
Monsenhor Robério mantém vínculo próximo com a comunidade local, onde atua em trabalhos sociais e religiosos. Ele foi diagnosticado com Síndrome Mielodisplásica, uma doença que afeta a medula óssea e causa produção insuficiente de células sanguíneas. Diante da necessidade de transplante, a Arquidiocese tornou público seu quadro e convocou a participação de paróquias, pastorais, movimentos e fiéis.
Padre Matias Soares, da equipe organizadora, afirmou que a campanha não tem prazo para acabar e que quem não compareceu ao Dia D pode se cadastrar diretamente no Hemonorte.
Embora o foco da campanha seja o tratamento do monsenhor, ela poderá beneficiar outros pacientes. Todo voluntário passa a integrar o Redome e pode ser acionado caso seja geneticamente compatível com alguém que aguarde transplante.
O padre Robério destacou: “Eu sempre lembro que o amor precisa ser amado. Hoje é um dia em que o amor está sendo amado. Muitas pessoas, que me conhecem ou não, estão abraçando a causa, fazendo um gesto simples, humano, mas que salva vidas. Estou muito feliz”.
Durante a ação, os participantes preencheram um formulário e forneceram uma amostra de sangue para identificar características genéticas que irão para o Redome. Se houver compatibilidade com alguém na fila, o voluntário será chamado para exames complementares.
O jovem Yure Felipe atendeu ao chamado e comentou: “Fiz questão de participar não só para ajudar o padre Robério, mas também outras vidas”.
Miriam Mafra, diretora de apoio técnico do Hemonorte, ressaltou a importância de divulgar o cadastro e esclarecer dúvidas, lembrando que a medula óssea é diferente da medula espinhal, o que ainda gera receio em doadores.
Créditos: Tribuna do Norte