Saúde
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Casos de intoxicação por ciguatera crescem 60% no Rio Grande do Norte

Casos de intoxicação por ciguatera crescem 60% no Rio Grande do Norte

A Vigilância Sanitária de Natal divulgou uma lista com espécies de peixes consideradas de menor risco para intoxicação por ciguatera. A orientação foi emitida após o aumento dos casos da doença no Rio Grande do Norte, que registrou 141 ocorrências até 11 de junho deste ano. Esse número representa um crescimento de 60,2% em comparação a todo o ano anterior, que teve 88 casos, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

A ciguatera é uma intoxicação causada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma neurotoxina produzida por microalgas marinhas. Segundo a Sesap, essa toxina é invisível, não modifica a cor, o sabor ou o cheiro do peixe e permanece ativa mesmo após o cozimento, congelamento ou salga.

A Secretaria de Saúde aponta que a bicuda (barracuda) é responsável por 45,13% dos casos confirmados de ciguatera no estado. Além disso, orienta que seja retirada a cabeça, as vísceras e os ovos dos peixes, pois essas partes podem apresentar maior concentração da toxina.

Desde 2022, o Rio Grande do Norte notificou 259 casos de ciguatera, distribuídos em 46 surtos, com dois óbitos registrados. Destes, 113 foram confirmados segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

O levantamento da Sesap ainda revela que 64% das intoxicações ocorreram após o consumo do pescado em residências, enquanto 36% foram relacionadas a refeições em restaurantes ou outros estabelecimentos comerciais.

Natal concentra 52,21% das notificações, seguida pelos municípios de Touros, Ceará-Mirim, Nísia Floresta, Parnamirim e Extremoz. As mulheres representam 59,3% dos casos, e a faixa etária mais afetada é a de adultos entre 20 e 59 anos, que correspondem a 61,95% dos registros.

Os sintomas da intoxicação podem surgir entre poucos minutos até 48 horas após o consumo do peixe contaminado. Os principais sinais são náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais, formigamento, coceira, dor de cabeça, dor no corpo e alterações na sensibilidade. Em casos mais graves, pode haver queda da pressão arterial e redução dos batimentos cardíacos.

Em caso de suspeita de intoxicação, a Vigilância Sanitária recomenda atenção médica imediata para avaliação e tratamento adequados.

Créditos: g1 Globo

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