Economia
12:03

Pix por aproximação não terá mais teto de R$ 500 a partir de 1º de outubro

Pix por aproximação não terá mais teto de R$ 500 a partir de 1º de outubro

A partir desta quinta-feira (1º), o Pix por aproximação deixa de ter o limite máximo de R$ 500 por transação. O Banco Central (BC) eliminou esse teto específico para essa modalidade, permitindo que o cliente solicite ao banco o ajuste dos limites conforme desejar, respeitando as regras de segurança de cada conta.

Essa mudança foi instituída pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho pelo BC. A alteração abrange também transações feitas via Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pelo mecanismo de jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance, que permite o compartilhamento de dados entre instituições financeiras.

Na prática, a remoção do limite de R$ 500 não significa que qualquer valor poderá ser pago automaticamente pelo Pix por aproximação. Os limites continuarão a ser definidos pelas configurações de segurança e pelos valores estabelecidos para cada cliente individualmente.

Até o momento, o Pix por aproximação impunha um limite de R$ 500 por operação. Agora, a partir de 1º de outubro, não haverá um teto padrão para substituir esse valor. Assim, um cliente poderá efetuar pagamentos superiores a R$ 500, como R$ 600 ou R$ 1 mil, desde que o limite da conta permita.

O ajuste dos limites passará a ser gerenciado pelo aplicativo do banco, que deverá permitir ao usuário definir os valores autorizados para esse tipo de pagamento. Embora o procedimento possa variar conforme a instituição financeira, os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas continuarão em vigor, mesmo com a retirada do teto específico.

O Pix por aproximação funciona por meio da tecnologia NFC, possibilitando a comunicação entre celular e máquina de pagamento sem necessidade de digitar dados. Essa modalidade, disponível desde fevereiro de 2025, pode ser utilizada diretamente pelo aplicativo bancário ou por carteiras digitais compatíveis, desde que a conta bancária esteja vinculada ao serviço.

Uma vez configurado, o pagamento por aproximação tem uma dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular. Dependendo da configuração do banco e da carteira digital, pode ser necessário autenticar a operação para confirmar a transação.

Com a possibilidade de realizar pagamentos mais altos via aproximação, os usuários devem redobrar a atenção. Como o celular pode concluir a operação sem a necessidade de abrir o aplicativo bancário em alguns casos, é fundamental conferir os dados e valores da cobrança antes de autorizar o pagamento.

Criado em 2020 pelo Banco Central, o Pix se consolidou entre os principais meios de pagamento no país. Em agosto, movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações. Contudo, o Pix por aproximação ainda tem baixa adesão, com apenas 2 milhões de operações em agosto, equivalente a 0,06% do total do mês. Apesar disso, a modalidade apresenta crescimento expressivo, uma vez que em janeiro somou 1,06 milhão de transações.

Créditos: Tribuna do Norte

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