Arrecadação federal bate recorde em março de 2026 com R$ 229,2 bilhões

Em março de 2026, a arrecadação de impostos e contribuições do governo federal alcançou R$ 229,2 bilhões, estabelecendo um recorde para o mês com crescimento real de 4,99% em relação a março de 2025. No acumulado do primeiro trimestre, a receita também atingiu um valor recorde de R$ 777,12 bilhões, representando alta real de 4,6% na comparação anual.
A arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) chegou a R$ 8,3 bilhões em março, com aumento real de 50,06% no mês e 44,45% no acumulado do ano. Segundo o Fisco, esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da contribuição para a Previdência Social, ligada aos salários, pelo bom desempenho do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição sobre Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que incidem sobre consumo e serviços.
Destaca-se também a alta na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e o forte crescimento do IOF, em especial decorrente das mudanças nas regras do imposto adotadas em 2025, que elevaram a tributação sobre operações de crédito e câmbio.
O aumento do emprego formal e da massa salarial contribuiu para expandir a base de arrecadação, com mais trabalhadores passando a contribuir. Esses resultados refletem a combinação do crescimento da atividade econômica, que eleva consumo e renda, e das mudanças tributárias recentes, incluindo ajustes na tributação de investimentos, reoneração de setores e elevação dos impostos sobre operações financeiras e importações.
A arrecadação é a principal fonte de receita do governo, desempenhando papel central no cumprimento da meta fiscal, que para 2026 é um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). O aumento das receitas auxilia na redução do déficit das contas públicas, embora as projeções ainda indiquem possibilidade de resultado negativo no fim do ano.
Desde 2026, a taxação de dividendos também ingressa como fonte crescente de receita. Em março, foram arrecadados cerca de R$ 308 milhões com esse imposto, que é de 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil recebidos por pessoas físicas. Essa medida busca compensar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil mensais. Apesar de representar uma pequena parte da arrecadação total atualmente, espera-se que essa receita tenha maior relevância com o tempo.
Os dados indicam que 2026 iniciou com arrecadação em níveis historicamente elevados, repetindo o comportamento de 2025. O desempenho durante o ano dependerá da evolução da economia, do mercado de trabalho e da implementação de novas medidas fiscais.
Créditos: Tribuna do Norte