Bolsonaro é internado após mal-estar durante prisão domiciliar
Jair Bolsonaro (PL) passou mal na tarde desta terça-feira (16) e precisou ser levado ao hospital, conforme informou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais. Segundo ele, o ex-presidente teve crise de soluço, vômito e pressão baixa e estava acompanhado pela Polícia Penal do Distrito Federal.
Flávio declarou no X que Bolsonaro foi encaminhado ao hospital DF Star em Brasília, acompanhado dos policiais penais responsáveis pela vigilância domiciliar, devido a uma emergência. Ele pediu orações para que o quadro não fosse grave.
Em nota, o médico Cláudio Birolini comunicou que solicitou a internação para avaliação clínica, tratamentos e exames adicionais, prometendo atualizações conforme o quadro clínico se definisse.
Esta é a terceira vez que Bolsonaro sai da prisão domiciliar, determinada em 4 de agosto, para atendimento hospitalar. A primeira saída foi em agosto para exames de rotina, e a segunda, no domingo (14), três dias após sua condenação pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Todas as saídas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes a pedido da defesa.
No domingo, Bolsonaro fez um pequeno procedimento cirúrgico para remover lesões na pele e exames indicaram anemia e sequelas de pneumonia recente.
Desta vez, por ser uma emergência, não houve pedido prévio de autorização. A defesa protocolou um atestado médico cumpreindo decisão judicial que requer comprovação em até 24 horas.
Os advogados informaram que o ex-presidente sofreu episódio de mal-estar, pré-síncope e vômitos com queda da pressão arterial, sendo necessário atendimento emergencial no Hospital DF Star, onde recebe cuidados médicos.
No atendimento do domingo, Bolsonaro esteve acompanhado por agentes da polícia penal. Após o procedimento, o médico Birolini ressaltou que o estado de saúde do ex-presidente, de 70 anos e com múltiplas cirurgias anteriores, é frágil. Ele mencionou anemia possivelmente causada por alimentação inadequada no último mês.
Bolsonaro foi acompanhado dos filhos Carlos (PL-RJ) e Jair Renan (PL-SC). Carlos criticou a escolta policial, alegando que teria tido caráter humilhante, questionando a necessidade da medida para um idoso.
No dia seguinte, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Penal envie relatório em 24 horas detalhando a escolta, condições do transporte e a demora após liberação médica.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF por chefiar organização criminosa em tentativa de golpe de Estado, somando 27 anos e três meses de prisão. A defesa aguarda a publicação do acórdão para recorrer.
Espera-se que o pedido da defesa seja pela manutenção da prisão domiciliar, considerando a condição clínica debilitada do ex-presidente desde a facada sofrida em 2018.
Créditos: Valor