Segurança no hospital revista enfermeiros para evitar celular no quarto de Bolsonaro
O esquema de segurança no hospital onde Jair Bolsonaro está internado é rigoroso e restrito. Até os enfermeiros passam por revista antes de entrarem no quarto dele, para impedir a entrada de celulares.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, o que o impede de usar telefones para publicar nas redes sociais ou contatar outras pessoas.
Além disso, policiais penais fazem a vigilância no hospital. O ex-presidente está no segundo andar, onde dois agentes estão de prontidão, mas fora do quarto.
No primeiro andar, há mais três policiais penais. Duas viaturas da Polícia Penal, que acompanharam Bolsonaro desde sua residência, permanecem estacionadas em frente ao hospital.
A área é patrulhada ainda por policiais militares, que circulam por ruas próximas com veículos estacionados nas redondezas para evitar transtornos. Esse controle aumentou após a condenação do ex-presidente na semana anterior.
No domingo, a triagem dos visitantes ocorria no início da rua que leva ao hospital, devido à preocupação com possíveis tumultos após o veredicto do Supremo Tribunal Federal (STF).
A revista aos enfermeiros é hábito desde a cirurgia de Bolsonaro em abril deste ano — a sétima realizada devido à facada. Com a prisão domiciliar, as restrições foram intensificadas. Funcionários do hospital mencionam que cruzam com policiais penais nos corredores.
Esse cuidado visa assegurar o cumprimento das determinações do STF e preservar a privacidade do paciente e sua família. As imagens feitas após a cirurgia de abril foram registradas por parentes.
Bolsonaro chegou ao hospital acompanhado por dois assessores. O deputado Evair de Mello (PP-ES) falou com um deles, afirmando que o estado do ex-presidente exige cuidados.
Os primeiros exames verificaram sinais vitais, como pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura e oxigenação do sangue.
Exames mais detalhados serão realizados depois, coordenados por Claudio Birolini, chefe da equipe que operou o ex-presidente e que o acompanha durante o tratamento.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também esteve no hospital e está com o pai. Ele deve conceder entrevista coletiva para informar sobre a situação do ex-presidente.
Bolsonaro foi internado após se sentir mal, apresentando crises repetidas de soluços que provocaram vômitos e fraqueza. Sua entrada no hospital ocorreu por volta das 16h10.
Os assessores consideraram que não era necessária autorização judicial para a internação, pois casos de saúde não necessitam autorização do ministro Alexandre de Moraes. O resultado dos exames será encaminhado ao STF.
Créditos: noticias.uol