Política
21:05

Ministro Moraes determina que GSI não acompanhe Bolsonaro em deslocamentos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (17) que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) não deve mais acompanhar a segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seus deslocamentos.

Na decisão, Moraes justifica que, devido à situação atual de Bolsonaro, que está em prisão domiciliar com segurança plena feita pela Polícia Penal e pela Polícia Federal, não há necessidade da participação do GSI nessas situações.

A determinação foi motivada após questionamento do ministro à Polícia Penal do Distrito Federal (DF) sobre o motivo pelo qual Bolsonaro não foi levado imediatamente para sua residência depois de receber alta médica no último domingo (14). Bolsonaro permaneceu cerca de seis minutos ao lado de seu médico enquanto este concedia uma entrevista coletiva.

A Polícia Penal do DF informou que, durante a saída do hospital, a equipe da operação encontrou uma grande aglomeração de pessoas próximas à viatura.

Moraes explicou que a medida visa padronizar os deslocamentos, garantir a segurança do ex-presidente e preservar a ordem pública.

O ministro ressaltou, ainda, que no último domingo ocorreram problemas como o embarque e desembarque em local inadequado, ao ar livre e com várias pessoas ao redor, além do tempo excessivo que Bolsonaro permaneceu assistindo à entrevista coletiva de seu médico.

De acordo com a legislação brasileira, ex-presidentes têm direito à segurança pessoal feita pelo GSI, por meio da Secretaria de Segurança Presidencial. Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

Na decisão final, Moraes determina que todo transporte, deslocamento e escolta de Jair Messias Bolsonaro sejam organizados, coordenados e realizados pela Polícia Federal ou pela Polícia Penal, conforme a necessidade, sem a participação do GSI. Os agentes do GSI continuarão responsáveis pela segurança dos familiares do custodiado.

Créditos: CNN Brasil

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