Política
22:02

Crise entre Hugo Motta e Davi Alcolumbre após pauta de anistia na Câmara

Por Cleber Lourenço

Hugo Motta (Republicanos-PB) provocou uma crise com Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, ao pautar a urgência da anistia na Câmara. Senadores interpretam a ação como um atropelo a Alcolumbre e a quebra de um acordo firmado entre os dois. Esse acordo previa que a discussão começasse no Senado, com um texto mais restrito focado na redução de penas para condenados, e não uma anistia ampla.

A situação piorou porque o entendimento também previa que a PEC da Blindagem não seria conduzida naquele momento, evitando desgastes acumulados. Com Motta pautando ambos os temas, o Senado passou a ser alvo de pressão política, deixando Alcolumbre em posição desconfortável. Aliados relatam que o presidente do Senado não esconde seu sentimento de traição em relação a Motta.

A reação no Senado foi rápida. Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) manifestaram sua oposição ao texto, sinalizando uma ampla resistência. Alcolumbre, por sua vez, reafirmou a autonomia da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e destacou que a tramitação ocorrerá conforme o ritmo definido pela Casa.

Fontes indicam que a irritação de Alcolumbre também se deve ao fato de que Motta teria devido alinhamento em conversas privadas nesta mesma semana, mas depois agiu contrário ao combinado. Parlamentares comparam o episódio ao confronto ocorrido em relação ao IOF, quando Motta primeiro prometeu acordo com o governo e no dia seguinte mudou de posição, derrubando a medida e escalando a disputa contra o Planalto.

Senadores avaliam que Motta tenta exercer influência maior do que tem realmente. Isso tem gerado sucessivos desgastes e impasses institucionais, colocando o Senado numa posição de “babá” da Câmara dos Deputados.

O recado atual é claro: cada ação unilateral de Hugo Motta piora a relação entre as duas Casas, repetindo o padrão de desavenças que tem marcado sua gestão.

O projeto de Crivella mencionado concede perdão a participantes e financiadores de atos golpistas, incluindo crimes contra o Estado Democrático de Direito, repetindo o roteiro da chamada “PEC da Bandidagem” e gerando alertas sobre ataques à democracia.

Além disso, há menção de que em relatos do piloto, o presidente do União Brasil seria líder de um grupo que financiou clandestinamente a compra de aeronaves particulares, segundo o dono e funcionários da TAP.

Créditos: ICL Notícias

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