Política
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Relator espera votar projeto de anistia até quarta-feira na Câmara

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto de anistia na Câmara dos Deputados, afirmou esperar consolidar o texto final e votar o PL até a próxima quarta-feira (24). A declaração foi dada em entrevista ao programa Poder e Mercado, do Canal UOL.

Ele detalhou que terá reunião com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e que diversas bancadas parlamentares já estão engajadas no processo, incluindo PL, PSDB, União Brasil e PP. O objetivo é definir um calendário de reuniões para analisar as posições e consolidar um projeto na terça-feira, para posterior votação na quarta-feira à noite. Caso seja inviável, a votação seria remarcada para a outra terça-feira.

Paulinho explicou que o projeto afasta uma anistia ampla, buscando um consenso entre diferentes grupos partidários. Ele ressaltou que a articulação envolve governadores e líderes partidários para viabilizar um texto que promova a pacificação política, apesar da resistência de setores do Supremo Tribunal Federal e de parlamentares tanto progressistas quanto conservadores.

Segundo o deputado, o objetivo é construir uma proposta que pacifique o país, superando a polarização entre extrema direita e extrema esquerda. Ele pretende ouvir personalidades e as bancadas de esquerda, direita e, especialmente, do centro, onde está a maioria dos parlamentares.

Paulinho declarou ainda que busca incluir governadores como Tarcísio de Freitas (São Paulo), Hélder Barbalho (Pará), Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais) na articulação para ajudar na tramitação da proposta no Congresso Nacional. Ele está aguardando retorno de Tarcísio para conversar sobre o projeto.

Ele também mencionou disposição para diálogo com o Supremo e o governo federal a fim de esclarecer pontos do projeto, caso necessário.

Quanto ao conteúdo da anistia, Paulinho do Força acredita que um acordo geral seria ideal para pacificar definitivamente o país e permitir avanços que beneficiem as pessoas presas. Caso esse acordo não seja possível, pretende buscar uma solução intermediária para garantir a liberdade das pessoas detidas, principalmente os presos relacionados aos eventos do dia 8 de janeiro.

Créditos: UOL Notícias

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