Saúde
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Casal relata suspeita de intoxicação alimentar após jantar em restaurante de Natal

Casal relata suspeita de intoxicação alimentar após jantar em restaurante de Natal

O advogado Abaeté Mesquita e sua esposa, Erika Mesquita, alertam sobre um possível caso de intoxicação alimentar após um jantar no dia 17 de abril no Camarões Restaurante, em Natal. Eles estavam acompanhados dos filhos e de um casal de amigos.

De acordo com o relato, foram consumidos vários pratos, incluindo uma preparação com peixe sirigado. As crianças não comeram o peixe, apenas entradas, e não apresentaram sintomas. O casal de amigos, que ingeriu outro tipo de peixe, também não teve mal-estar.

Pouco tempo depois de saírem do restaurante, Abaeté e Erika começaram a manifestar sintomas como dormência nos lábios, língua e extremidades, além de dor de cabeça, vômitos e diarreia. Esses sintomas persistiram por vários dias, com variações na intensidade.

Atualmente, Erika ainda sente mal-estar, enquanto Abaeté apresenta melhora parcial, mas continua com dor de cabeça, dor na nuca, dormência e sensação de alteração térmica. Ambos também relatam coceira intensa, principalmente à noite, e estão usando anti-histamínicos.

O casal buscou atendimento médico em dois hospitais em Natal nos dias seguintes ao episódio. Informaram que não existe exame laboratorial específico para confirmar intoxicações relacionadas à ciguatera fish poisoning, sendo a hipótese baseada no quadro clínico e na sequência dos sintomas após a refeição.

Abaeté afirmou que notificou as autoridades sanitárias e que o restaurante recolheu o peixe servido para análise, além de suspender sua comercialização. A Vigilância Sanitária realizou vistoria e coleta de amostras no local.

O casal destaca a importância da atenção ao caso, considerando-o uma possível questão de saúde pública, e defende maior informação sobre os riscos do consumo de certas espécies de peixe e o reconhecimento dos sintomas.

O restaurante entrou em contato após o ocorrido, oferecendo acompanhamento da evolução clínica e apoio no custeio de medicamentos. Até o momento da publicação, o estabelecimento não se manifestou publicamente sobre o caso.

As informações relatadas não substituem a investigação oficial, que deve ser conduzida pelos órgãos competentes de vigilância sanitária e saúde.

Créditos: Tribuna do Norte

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