Nove municípios do RN terão forças federais nas eleições 2026

Nove municípios do Rio Grande do Norte receberão reforço das forças federais no primeiro turno das eleições de 2026. A decisão foi confirmada durante sessão administrativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizada na terça-feira (15), com o objetivo principal de garantir segurança e manter a ordem pública.
Os pedidos de envio foram previamente aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) e pelo governo estadual. O apoio será direcionado aos locais de votação onde foi solicitado o reforço.
Os municípios contemplados com o envio das forças federais são Serra Negra do Norte, Jardim de Piranhas, Alexandria, João Dias, Tibau, Boa Saúde, Sítio Novo, Serra Caiada e Ipanguaçu.
Conforme o TRE-RN, o apoio das tropas é necessário porque algumas zonas eleitorais estão localizadas longe das sedes municipais e possuem um policiamento insuficiente. Nessas áreas, ocorrências poderiam comprometer a segurança do pleito. O Tribunal Regional também destacou a existência de polarização entre candidaturas, com risco de intolerância e confrontos físicos entre adversários.
As forças federais são compostas por militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O Plenário do TSE é responsável por analisar e aprovar a necessidade desse suporte. Após aprovação, as solicitações são enviadas ao Ministério da Defesa, que planeja e executa as ações.
O Decreto nº 3.897/2001 determina as regras para o uso das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem, ressaltando que a atuação deve preservar a ordem pública e a segurança das pessoas e do patrimônio. O emprego deve ser eventual, em área previamente definida e pelo menor tempo possível.
Nas eleições de 2024, Serra Negra do Norte e Jardim de Piranhas receberam apoio das tropas federais. Em 2022, não houve requisição para o Rio Grande do Norte.
Até o momento, o TSE aprovou o envio de forças federais para nove estados: Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Acre, Ceará, Rio de Janeiro, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Créditos: Tribuna do Norte